19 setembro 2016

"Quote" - Steve Jobs

      Na citação desse post, um discurso do Steve Jobs para os alunos formandos da Universidade de Stanford. A seguir o vídeo legendado e em seguida a transcrição do discurso em português.



  “Continue com fome, continue bobo.”




Veja a transcrição completa!

16 setembro 2016

Mais Difícil Ouvir



      Palavras machucam. Algumas delas mais que um soco na boca do estômago. Se essas palavras advém de alguém amado, a dor é ainda maior. Nesse caso, seria mais como o cravar de uma adaga no ventrículo esquerdo, impedindo que este lance o sangue para o restante do corpo. Como bem diz o título desse Blog: é "Mais Fácil Falar" do que, nesse caso, ouvir. Existe uma dicotomia intrínseca a esses dois elementos fundamentais para esse post: o Falar e o Ouvir
       Existe um conceito Beneditino muito famoso que afirma que "temos dois ouvidos e apenas uma boca que é para ouvir mais e falar menos". São Bento e sua ordem ressaltam a importância de saber ouvir. Todos os dias escutamos coisas das mais variadas na nossa rotina como barulhos, músicas, sons aleatórios ou até mesmo escutamos uns aos outros. Percebam que quando falo ouvir me refiro ao ato de assimilar o som escutado. Portanto, se algo não interessa pode muito bem ser escutado e não assimilado. Então, o ouvir, no sentido mais completo da palavra, pode não ser algo tão simples quanto se supõe inicialmente. 
      O mais potente e perfeito instrumento musical que existe está encravado em nossas gargantas. Das cordas vocais saem nossa voz, uma poderosa ferramenta raramente utilizada devidamente. Poderosa pois com uma dúzia de palavras é possível criar uma Guerra Mundial ou, com  a mesma dúzia, acabar com um conflito. Portanto, o falar possui um mecanismo similar ao ouvir. Qualquer pessoa pode muito bem falar o que quiser e o quanto quiser. Mas o quanto essas palavras emitidas representam verdadeiramente a opinião de quem fala? E mais, o quanto essas palavras realmente possuem uma razão para serem expressadas? Com esses questionamentos podemos notar que o falar, no sentido mais subjetivo da palavra, também pode não ser algo banal. 
       Mas e como esses conceitos se relacionam entre si? Simples. A partir do momento que alguém fala e outro alguém ouve, não existem garantias de que a ideia de quem fala será assimilada e nem de que quem fala está expressando o que realmente quer para quem ouve. É aí que entra o início desse post. Palavras machucam. 
     Sim, Palavras machucam. Algumas delas mais que um soco no estômago. Se essas palavras advém de alguém amado, a dor se assemelha mais como o cravar de uma adaga sem piedade bem no ventrículo esquerdo. Socos ou punhaladas possuem efeito e consequência imediatos. Um olho roxo e um sangramento. Rápido, letal. Palavras mal ditas não. Essas ecoam, insistem, duram... Lento, atordoante. Palavras malditas. 
       Como diz o velho ditado popular, "quem bate esquece, quem apanha não". Analogamente, podemos dizer que quem fala também esquece, mas quem ouve não... Então será que é mesmo Mais Fácil Falar, afinal de contas? Pode até ser que sim. Mas ouvir as palavras erradas certamente machucam mais do que falar as palavras erradas. É preciso ter maturidade para ouvir, equilíbrio para assimilar e acima de tudo cautela ao falar, pois as palavras erradas podem ecoar pela eternidade na mente de alguém. Perdoem minha redundância, mas palavras machucam sim!
            







28 julho 2016

Mural de Imagens - Felipe Guga

Dessa vez, nosso mural de imagens traz o iLUZtrador Felipe Guga, que traz mensagens e ilustrações em seu perfil do Instagram @ofelipeguga. Muitas dela trazem um sentimento de esperança, gratidão e espiritualidade. Vale a pena conferir o trabalho desse artista!



Veja mais imagens de Felipe Guga!

24 julho 2016

Falando de Tatuagens



     Tatuagens. Estudos arqueológicos demonstram que os seres humanos tem o costume de pintar e marcar o próprio corpo desde os anos 2000 a.c., com diversas provas em regiões como no Egito, Polinésia e Nova Zelândia, mas em pleno século XXI esse assunto ainda é frequentemente estigmatizado e alvo de diversos tipos de preconceitos por parte da sociedade. Em diversas áreas do mercado de trabalho, como por exemplo no ramo do direito ou da justiça, candidatos que possuam tatuagens são proibidos de ingressarem em cargos públicos pelo simples fato de possuírem uma tatuagem no corpo. 
     Esse preconceito contra pessoas que possuem tatuagens começou no ano de 1879 quando a Inglaterra passou a identificar seus criminosos com essa técnica de marcação definitiva da pele, e a partir disso as tatuagens começaram a serem vistas como símbolo de pessoas de mau caráter e fora da lei. Várias religiões também contribuíram para essa estigma contra as tatuagens, onde na maioria delas, modificar o próprio corpo seria uma afronta a imagem de Deus, que teria nos criado conforme sua imagem e semelhança.
 Judeu tatuado no Terceiro Reich
     Além da Inglaterra, a Alemanha Nazista do período do Terceiro Reich de Hitler, também usou a técnica de tatuagem para marcar os Judeus e os identificarem nos campos de concentração. Com tantos maus usos e tantas tentativas de demonificar essa técnica, é fácil perceber de onde esses preconceitos vieram e se enraizaram na sociedade.
   
      Mas o que são as tatuagens senão uma forma de expressão individual de sua criatividade, liberdade, ideologia, amor, credo ou qualquer que seja a motivação que levou a pessoa a tatuar definitivamente em si uma frase, um símbolo, uma imagem, etc. No mundo de hoje, cheio de intolerância, racismo e preconceitos é importante ter em mente que ninguém é melhor ou pior por ter uma marca na pele, ou uma religião diferente, ou um lado político, ou cor de pele, orientação sexual e qualquer outra possível forma de diferenciação entre os seres humanos. Cada pessoa possui seu corpo e o direito inviolável de fazer com ele o que bem entender. Tatuagem é Arte, Não Estigma! 
     
Minha Primeira Tatuagem
     Quando fiz a minha primeira Tatoo (Triskle Celta), tive um sentimento inesquecível de liberdade e essa marca me traz muitas boas lembranças de intercâmbio, dos meus amigos que me acompanharam e desse ótimo momento que vivi. Não há como explicar a uma pessoa que não tem tatuagem esse apego que se cria com um simples símbolo marcado na pele. É uma coisa completamente pessoal e o significado vai além da própria tatoo. Para quem deseja ter uma, saiba que dúvidas sempre vão existir até o grande momento de materializar esse desejo.


     Pela experiência que tive, diria que o mais importante é ter coragem de fazer o que quer independente do que os outros pensem; refletir bem sobre qual local se quer fazer; qual é o desenho ou frase a ser pintada; maturar um pouco a ideia e o que isso significará pessoalmente; procurar um estúdio capacitado e com condições de higiene adequadas; e por fim fazê-la. 
     
     E você, já tem a sua tatuagem? Não ligue pra os preconceitos, seja criativo e vai pra maquininha! Veja logo mais um vídeo sobre o processo de realização de tatuagens (nāo dói como parece) e como não podia deixar de ser no blog, um clipe de uma música do Cazuza e uma da Bethânia sobre o que penso para a minha próxima Tatoo. 




08 julho 2016

#BlackLivesMatter

 
     Mais uma vez nos Estados Unidos é escancarada a segregação racial da sociedade que tantas vezes fica encoberta por uma espessa camada de hipocrisia. Uma grande tensão ocorreu no país após a divulgação de dois vídeos chocantes expondo a morte de dois homens negros por policiais brancos onde em ambos os casos as vítimas se encontravam dominadas ou sem oferecer perigo algum aos policiais que agiram com truculência e covardia. Essa tensão e toda a revolta despertada por esses casos criaram uma onda de protestos que resultaram na morte de cinco policiais brancos após um atirador negro ficar fora de controle e resolver "vingar" a morte dos dois homens brutalmente assassinados. Ocorre que os policiais mortos não tinham nada a ver com os policiais que mataram os inocentes anteriormente. Ao perder a cabeça e apelar para a violência aleatória contra "policiais brancos", o atirador recorre a uma atitude que ele mesmo é contrário, que é a retaliação através de violência racial indiscriminada. 
     Não há como negar que existe sim uma cultura de discriminação contra negros e uma reação mais violenta da polícia contra essas pessoas. Isso não ocorre apenas nos Estados Unidos, no Brasil também é comum. Ser negro já é grande fator de culpabilidade e suspeição em qualquer incidente. Mas essa cultura deve ser combatida com uma mudança pacífica, através de educação, atitudes firmes dos governantes e principalmente do repúdio de todos a atos violentos qualquer que seja a cor da pele da pessoa, afinal somos todos de uma mesma raça: a HUMANA; e como tal temos que aprender a nos tratarmos como iguais. Só assim essa cultura lamentável de discriminação racial será erradicada.

     A seguir, as músicas They don't care about us, de Michael Jackson, que fala exatamente sobre esses incidentes; e Glory, trilha sonora de Selma e interpretada por John Legend. E mais abaixo, uma frase do grande Mandela que nos dá o caminho para acabarmos com esse Apartheid disfarçado em que vivemos hoje.






10 maio 2016

E Depois? Nada.



     Primeiramente, gostaria de esclarecer que o post não tem spoilers de Game of Thrones, já que duas semanas após a exibição desses fatos marcantes da série é quase impossível que você não saiba  ainda do que aconteceu com o John Snow, bastardo de Ned Stark. Como essa primeira imagem acima mostra, John morreu no fim da quinta temporada esfaqueado até a morte por seus subordinados traidores. Temporada nova, e vida nova para o Snow. Sim, John ressuscitou através de um ritual da feiticeira Melisandre. Ao voltar da morte, a feiticeira pergunta curiosa a respeito do que John viu "do outro lado". Ele responde ainda incrédulo: "Nada! Não havia nada!". E isso mudará completamente o personagem vivido por Kit Harington daqui pra frente. John sempre foi um homem que valorizava acima de tudo sua honra e nunca teve medo de defender seus ideais, mesmo que isso lhe custasse a vida. Porém agora que ele viu o "outro lado", vem o questionamento: se não existe nada após a morte, honrados e profanos irão para a vala comum, então a honra realmente importa tanto ao ponto de dar a vida por ela? 
      Com toda essa situação, a série de George R.R. Martin leva o espectador a pensar sobre a própria vida. Sim, somos todos John Snow! Cada pessoa possui sua crença e cada crença por sua vez apresenta uma versão do "outro lado". Mas como o nome bem diz, são "crenças". No fim das contas apenas uma (ou até mesmo nenhuma) estará correta. Se não existem Melisandres por aí para nos dar uma segunda chance, devemos aproveitar o único cartucho que temos  em mãos com certeza que é a nossa vida. Não é preciso ser radical e abandonar qualquer crença que seja. Mas não seria mais sábio viver com intensidade enquanto a vida ainda se oferece a nós? Afinal, we know nothing!
      Game of Thrones está na sua sexta temporada e já se encaminha para seu desfecho. Os Stark que restaram estão em evidência esse ano e o seus destinos devem ser importantes para o final dos acontecimentos da série. Há informações que Kit Harington foi um dos atores que mais gravou essa temporada, por isso esperamos para ver como John reagirá a esse acontecimento no mínimo inusitado em sua vida. 
     Game of Thones é transmitida simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil pelo canal HBO, todo domingo as 22:00.









22 abril 2016

Bela, recatada e 'do lar'?

     Essa semana a internet bombou com vários memes a respeito de uma reportagem da revista Veja, (confira aqui) exaltando as características de Marcela Temer, mulher do vice (e quase presidente) Michel Temer. A revista descreveu Marcela como "mulher de sorte" que "gosta de vestidos na altura dos joelhos", que "sonha em ter mais um filho" e "está sempre lá" para ajudar o marido. A revista Veja é conhecida por fazer oposição, não só ao PT mas ao partido que detenha o poder. Fato notório visto que a revista é criticada costumeiramente por Lula, Dilma e também foi duramente criticada por FHC em seu livro Diários da Presidência (Vol. 1)
     Dito isso, dá pra perceber claramente a intenção da reportagem em fazer um contraponto entre a imagem de Marcela Temer e a imagem de Dilma Rousseff; mulher solteira, com fama de controladora e rígida, claramente o oposto da perfeita, recatada e "do lar" exaltada pela revista. E aí com isso, surgem as diversas manifestações em busca de vitimizar a presidente e passar uma imagem de que ela é perseguida e sofre misoginia. É verdade em parte. Dilma realmente sofre com comentários machistas e parte dos questionamentos em torno das ações do governo dela podem ser explicadas pelo fato de ela ser mulher. Mas também é verdade que ela teve graves falhas no seu mandato, que inclusive está sendo alvo de questionamentos no TSE e também com o processo de Impeachment. Portanto, nem tanto a terra, nem tanto ao mar. 
     A revista erra ao exaltar um modelo de comportamento ao invés de incentivar a diversidade e a liberdade de todos, especialmente das mulheres, de ser e fazer o que julgarem melhor para a sua vida. Uma mulher não é melhor por ser a sombra do marido, mas também não é pior. Vai do que cada uma escolhe para si. É preciso antes de tudo, respeito à figura da presidente, que gostando ou não, é a primeira mulher no principal cargo do país e num ambiente da política onde menos de 10% do parlamento é ocupado por mulheres. É tempo de respeitar todas as formas de ver a vida e sobretudo buscar a igualdade entre os sexos, com oportunidades, remunerações e liberdade de agir equivalentes.
     
      A seguir um vídeo de Ellen Degeneres em um discurso irônico e muito crítico sobre as diferenças de gênero e mais abaixo um clipe da música Desconstruindo Amélia, da Pitty.








20 abril 2016

"Quote" - Le Petit Prince


"Foi o principezinho rever as rosas: 


-Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela agora é única no mundo. 


E as rosas estavam desapontadas. 


-Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa. 

E voltou, então, a raposa: 

-Adeus, disse ele... 

-Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. 

-O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. 

-Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante. 

-Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. 

-Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa... 

-Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. "

Antoine de Saint-Exupéry

(Legenda e Tradução disponíveis)

19 abril 2016

Mural de Imagens - Kuczynski

      Questionar a sociedade e as atitudes cotidianas do homem "moderno" através de suas imagens é uma característica marcante do artista plástico Pawel Kuczynski. Abaixo algumas imagens do artista que refletem sua característica crítica perante a sociedade.


Revolução?


Eleições: A disputa de quem melhor maneja o rebanho






Veja mais imagens do Kuczynki!

16 abril 2016

Muros caem, mas e depois?



      Está chegando um momento importantíssimo na história do Brasil. Neste 17 de abril ocorrerá a votação do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para separar os grupos a favor e contra o impedimento e evitar confrontos, foi erguido o "Muro de Brasília", mostrando que na nossa democracia, pessoas com pensamentos diferentes não podem dialogar sem violência ou intolerância. Independentemente do resultado do processo na Câmara dos Deputados, a retirada do muro não será um momento de fortalecimento e união do país, como ocorreu na Alemanha.  O resultado será, na verdade, a exposição da divisão dos Brasileiros que terão no horizonte um cenário de crise, desemprego e inflação. É bem verdade que esse cenário apocalíptico é decorrente da incapacidade do atual governo em trazer soluções para resolver os graves erros do primeiro mandato de Dilma e que esta foi reeleita com base num vergonhoso estelionato eleitoral em 2014. É momento de erguer pontes e arranjar soluções efetivas para a resolução da crise, mas pelo que vimos até agora, com Dilma isso certamente não ocorrerá; E pior: mais e mais muros serão erguidos na nossa sociedade.